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Mandato 2025–2029. Os três elementos que gerem e representam a Freguesia.
Órgão deliberativo da Freguesia, composto por membros eleitos pelos cidadãos.
Órgão executivo do Município de Silves, do qual faz parte a Freguesia de São Marcos da Serra.
Composição completa dos órgãos autárquicos eleitos nas últimas eleições autárquicas.
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Descubra a história, as gentes, a natureza e a alma de São Marcos da Serra — uma das mais extensas e autênticas freguesias do Algarve serrano.
São Marcos da Serra é uma freguesia pertencente ao concelho de Silves, localizada a sul do país, na região do Algarve. Uma freguesia rural, de baixa densidade populacional, em plena serra algarvia, circundada pela Ribeira de Odelouca — a partir da qual hoje se alimenta uma barragem com o mesmo nome. Uma das particularidades da sua localização prende-se com o facto de estar numa zona de transição entre o Baixo Alentejo e o Algarve, e também entre duas serras: a Serra de Monchique e a Serra do Caldeirão.
As casas de apenas um piso e os quintais com pequenas produções agrícolas são o postal mais comum deste lugar, onde o declive do terreno conduz à irregularidade da própria malha urbana. Esta aldeia, tipicamente serrana e tão tradicionalmente portuguesa, conta hoje com cerca de 1 400 habitantes — um número que foi decrescendo desde a década de 1960, quando muitas pessoas emigraram sobretudo para França, em busca das oportunidades de trabalho que aqui escasseavam; realidade que este executivo pretende reverter e renovar. As principais atividades continuam a ser a pastorícia e a agricultura mas sem nunca esquecer o destaque para a produção de mel, o fabrico tradicional da aguardente de medronho ou a extração de cortiça.
Em certos lugares, a ruralidade é acima de tudo um elemento que lhes atribui carisma e uma certa camada de encantamento. São Marcos da Serra é um desses lugares: essas duas características são aqui não só palpáveis, como exacerbadas.
A sua localização tão particular, no colo de duas serras, é muito provavelmente um dos motivos mais evidentes da sua riqueza paisagística e natural. A Serra do Caldeirão, enquanto fronteira entre o litoral e o barrocal, é desenhada por um traço acidentado que lhe confere uma paisagem muito peculiar, onde elevações arredondadas — os cerros — são cruzados por pequenos cursos de água. A Serra de Monchique, por estar mais próxima do mar, possui uma vegetação mais diversa e é também o local das Caldas de Monchique, uma estância termal cujas propriedades terapêuticas são reconhecidas desde o tempo do Império Romano, época em que receberam a designação de "águas sagradas".
Segundo a história nos deixa perceber, esta freguesia foi povoada desde tempos remotos. Prova disso são os vários achados ali encontrados, como as necrópoles do Sítio da Sapeira e do Sítio do Monte Branco, datadas dos séculos I e II. Os topónimos de origem árabe — como Alcaria, Benafátima e Corte Mourão — não deixam margem para dúvidas quanto à ocupação árabe deste lugar, contribuindo para uma identidade que é, acima de tudo, plural e sedimentada por séculos de história.
Mais recentemente, importa ainda referir a importância que uma figura como José Joaquim de Sousa Reis, o Remexido, conhecido guerrilheiro e acérrimo miguelista na época da Guerra Civil portuguesa, teve na localidade. As suas façanhas na nossa região lançaram as bases para vários trilhos e eventos que ainda hoje perduram, como o Por Atalhos do Remexido — iniciativa que recria aspectos da vida quotidiana do século XIX e celebra esta figura histórica incontornável do Algarve interior.
"A sua ruralidade é acima de tudo um elemento que lhe atribui um certo carisma, uma certa camada de encantamento."
Localizada no barlavento algarvio, nos contrafortes da Serra de Monchique, São Marcos da Serra é uma das mais extensas freguesias do Algarve, com uma identidade rural marcante e uma natureza exuberante.
Brasão de Armas de
São Marcos da Serra
Um destino autêntico no coração do Algarve serrano — descubra tudo o que São Marcos da Serra tem para oferecer.
São Marcos da Serra é um daqueles lugares onde o tempo parece ter guardado o melhor para si. Encravada entre a Serra de Monchique e a Serra do Caldeirão, a poucos quilómetros da Barragem de Odelouca, esta aldeia algarvia oferece ao visitante uma experiência única — autêntica, tranquila e inesquecível.
A gastronomia serrana é um dos grandes atrativos: a carne de porco preto, os enchidos artesanais, o mel da serra, o medronho e o incomparável Folar de São Marcos da Serra — celebrado anualmente na famosa Feira do Folar, um dos eventos gastronómicos mais queridos do Algarve interior — fazem as delícias de quem visita.
Para os amantes da natureza, os percursos pedestres pelos cerros e ribeiras, a birdwatching ao longo da Ribeira de Odelouca e os pôr do sol sobre a serra são experiências que não se esquecem. Não podemos deixar de referir, para os mais aventureiros, os fantásticos percursos que a freguesia tem para a prática de BTT ou actividades TT. A aldeia dispõe também de condições para acolher autocaravanas, tornando-se uma base perfeita para explorar toda a região e com o devido destaque para a existência de um Parque de Campismo Rural, considerado um dos melhores da Europa.
Quatro reservatórios deslumbrantes nas redondezas, ideais para passeios, pesca e contemplação da natureza.
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Aqui pode encontrar informação sobre as várias associações existentes na Freguesia ao dispor dos cidadãos. O associativismo é um pilar fundamental da vida comunitária de São Marcos da Serra — apoiamos e promovemos todas as iniciativas que contribuem para o bem-estar e a coesão social da nossa comunidade.
A Associação Humanitária de São Marcos da Serra é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) sem fins lucrativos, localizada em São Marcos da Serra, no concelho de Silves. Tem como missão apoiar os mais idosos e carenciados da comunidade, funcionando igualmente como Centro de Dia — um pilar fundamental de solidariedade e bem-estar social na Freguesia.
Seguir no FacebookO Serrano Futebol Clube é a colectividade da terra por excelência — um ponto de encontro da comunidade, com uma vertente recreativa, cultural e de lazer, é um dos lugares de referência da vida social de São Marcos da Serra.
Seguir no FacebookUma das mais tradicionais colectividades da Freguesia, com papel fundamental na promoção da cultura, do recreio e da instrução da comunidade ao longo de décadas.
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"Não é só o que se passa na nossa rua ou sequer na nossa terra que tem influência nas nossas vidas e, eventualmente, a capacidade para a alterar por completo. Com esta rubrica pretendemos dar voz a todos os fregueses com algo de significativo que aconteça para lá de onde o IC1 nos leva. Convidamos todos a submeterem um artigo com uma análise do mundo lá fora (seja no país ou no mundo) com o tema à vossa escolha. O escolhido será publicado na próxima edição da nossa revista."
Edição n.º 1 · Março 2026
São Marcos da Serra — Concelho de Silves, Algarve, Portugal.
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O brasão de São Marcos da Serra reflecte a localização serrana e a riqueza histórica da Freguesia. É encimado por uma coroa mural de prata com três torres — padrão das freguesias portuguesas — e identificado por um listel branco com a legenda "SÃO MARCOS DA SERRA" em letras negras maiúsculas.
De verde, com uma faixa ondeada de prata e azul — três tiras que evocam a Ribeira de Odelouca. Em chefe, uma torre sineira de prata rematada por cruz, ladeada à dextra pela cabeça de um rei cristão coroado de ouro, e à sinistra por um rei mouro. Em contra-chefe, espiga de ouro e espada de prata, cruzadas e atadas de vermelho.
As duas cabeças reais — cristã e mourisca — recordam a convivência histórica de duas culturas, visível na toponímia árabe local (Alcaria, Benefátima, Corte Mourão). A espiga e a espada evocam a agricultura e o espírito guerreiro da região. O fundo verde reflecte a natureza exuberante da serra algarvia.
José Joaquim de Sousa Reis · Estômbar, 19 Out. 1796 — Faro, 2 Ago. 1838
Natural de Estômbar, no concelho de Lagoa, José Joaquim de Sousa Reis foi funcionário público e proprietário agrícola que se tornou no mais célebre guerrilheiro algarvio do século XIX. Casou em São Marcos da Serra e viveu em São Bartolomeu de Messines — onde ainda hoje existe a Casa do Remexido. Combateu pelo lado miguelista durante a Guerra Civil Portuguesa, aproveitando o profundo conhecimento do território serrano do Algarve para atacar e desaparecer, contando com o apoio das populações locais que o viam como protector — o "Rei da Serra".
Nomeado marechal por D. Miguel, distinguiu-se na Batalha de Sant'Ana, junto a São Bartolomeu de Messines. Após a rendição miguelista na Convenção de Évora-Monte (1834), continuou a combater por lealdade a D. Miguel e pelas represálias que continuou a sofrer. Os seus guerrilheiros aterrorizaram a região durante cerca de quatro anos, levando o governo a declarar estado de sítio no Algarve. Foi capturado em Julho de 1838 e fuzilado em Faro a 2 de Agosto desse ano.
"Obedeci sempre. […] E só não obedeci quando não me deixaram obedecer, fazendo-me uma grande perseguição, impedindo-me de gozar os bens, privilégios e benefícios que a todos os portugueses se concederam."
— Remexido, em sua defesa no Conselho de Guerra, 1838
O seu legado divide-se entre a imagem de guerrilheiro cruel difundida pelos liberais e a de herói popular das serras. Em 2017, o Por Atalhos do Remexido — organizado pelo Grupo de Amigos de São Marcos da Serra com a Câmara de Silves — recuperou os trilhos que percorreu e recriou facetas da vida quotidiana do século XIX, celebrando esta figura incontornável do interior algarvio.
Fontes: Sul Informação (2013); Wikipédia — "Remexido"; A. Monteiro Cardoso, A Guerrilha do Remexido (1981).